Aqui estamos novamente e com uma daquelas sensações maravilhosas de “dívida paga”. Há muito tempo eu queria jogar essa beleza de jogo e nunca encontrava oportunidade/tempo/vontade de jogar (até porque odeio me forçar a jogar algo por estar “na fila”). Recentemente finalizei Doom no PS4 e estava meio que naquele período órfão pós-jogo muito bom, que ficamos meio que sem vontade de jogar nada, ainda sentindo o gostinho do jogo que acabou de zerar, sabem?
Foi quando eu estava à toa no Youtube e acabei assistindo um vídeo do ótimo canal Retronauts falando sobre Mega Man Legends que serviu como um sinal para o pequeno órfão de Doom encontrar sua próxima jornada.
Logo de cara o visual do jogo me fez brilhar os olhos. A escolha do estilo artístico fez com que o jogo envelhecesse muitíssimo bem (e olhe que estamos falando de um jogo lançado no final de 1997, ou seja, quase 23 anos de idade), fazendo olhos brilharem em pleno 2020. Os caras souberam bem demais se valer das limitações gráficas da época para fazer com que essa beleza de jogo vivesse longos anos ainda tendo seus gráficos como ponto forte.
Junto com a identidade artística do jogo temos também o seu clima muito simpático, com todos os personagens (até os vilões!) sendo pra lá de simpáticos. O Mega Man mais simpático de todos os tempos está em Mega Man Legends.

Já correndo na contramão, a jogabilidade não conseguiu envelhecer muito bem. É claro que estou levando em consideração a idade do jogo e a época em que ele nasceu: o início da era de jogos em ambientes 3D. Como joguei a versão do console da Sony, não sei falar sobre a jogabilidade da versão de Nintendo 64 que, acredito, deve ser melhor e se valer do uso do controle analógico do mesmo. Para controlar o blue bomber precisei me valer dos botões direcionais (D-Pad) com uma espécie de tank control (mais conhecido por ser usado na trilogia inicial de Resident Evil) com o plus de andar para os lados com os R/L e girando a câmera com os direcionais para direita e esquerda (ou alternável nas opções do jogo). Para mim, este é o único ponto negativo que vale destaque no jogo.
Eu me acostumei, sim, com os controles. Mas, mesmo assim, pegar itens dropados por inimigos é um sofrimento do início ao fim da jogatina.
As lutas contra os chefes são muito legais. Geralmente temos inimigos bem grandes que tomam conta de boa parte da tela (o que, para mim, foi muito ambicioso nessa época de grandes limitações gráficas e de hardware) e proporcionam batalhas memoráveis. Batendo novamente no calo do jogo, em momentos mais acalorados é um pouco complicado lidar com os controles… Em chefes difíceis você tem grandes chances de morrer por desespero de não conseguir fazer o Mr. Simpatia (pqp, que Mega simpático!!! <3) correr para onde você quer, pular ou atirar da maneira que você esperaria, principalmente se jogado hoje em dia que temos uma memória muscular criada em jogos com jogabilidade mais fluida, com estilo parecido com o se MML e que, na hora do susto, vai acabar “brotando” e fazendo você se atrapalhar.
A dificuldade do jogo é tranquila e segur um pouco o clima leve do mesmo, fazendo com que o progresso seja fluido e sem muitos esforços colossais para avançar na história.

A história é interessante o suficiente para ter me prendido do começo ao fim querendo saber mais sobre esse universo alternativo de personagens tão queridos para mim que gosto muito da franquia. Os diálogos falados poderiam ter legendas pois quem não estiver atento ou com o listening não muito afiado pode perder pontos muito importantes do enredo.
Eu fiquei muito feliz de ter jogado essa joia da Capcom já depois de adulto, depois de ter amadurecido bastante a maneira com que aprecio video games. Como falei no meu primeiro post aqui no blog, de uns anos a a cá venho apreciando jogos de um jeito mais leve, com o coração aberto (principalmente para os defeitos e pontos negativos) e olhos mais atentos (para as virtudes). Com essa nova postura acabo gostando de jogos que talvez não me atraíssem tanto anos atrás ou não apreciasse tão a fundo como faço hoje.
Finalmente espero jogar em breve a sequência desse diamante da Capcom que me proporcionou boas horas (quase 12 no registro do save) de jogatina. 🙂

08/05/2020 a 12/05/2020 | Jogo 12 de 2020 | Playstation 1 (jogado no PS Classic)
Nota 9,5 – Uma joia da Capcom recomendadíssima!
Mundo real
Continuamos na quarentena, no rodízio no trabalho, na pandemia. Continuamos bem (eu, minha esposa, nossas famílias e amigos queridos) e livres o COVID-19, amém. A saúde mental anda meio capenga, com um certo medo (principalmente depois que duas colegas de trabalho que ficam na mesma sala que eu terem confirmado a doença – estão bem, quase curadas) mas, no geral, nada grave que me derrube. Afinal de contas, se fosse fácil o meu review não a ser positivo, né? Simbora!